Japão HEAS-02-1998: Diretrizes para Projeto e Gestão de Equipamentos de Ar-Condicionado Hospitalar
2 Ambiente Interno
2.1 Classificação de Limpeza
2.1.1 Política Básica
Cada sala (zona) da instalação deve ser classificada conforme os níveis de limpeza apresentados na Tabela 2.1-1, e o nível de limpeza adequado ao uso de cada sala deve ser mantido.
Além disso, quando for implementada a climatização de todo o hospital, as zonas de níveis de limpeza Ⅰ, Ⅱ e Ⅲ devem cumprir os critérios destas diretrizes; para as zonas de nível de limpeza Ⅳ, também é recomendado o cumprimento das regras.
Para as zonas de níveis de limpeza Ⅴ e Ⅵ, de acordo com seu uso e função, é recomendada a instalação de equipamentos de exaustão mecânica dedicados, independentes dos demais sistemas.
[Comentário]
(1) Embora o cenário ideal fosse tornar todas as zonas abrangidas pelas diretrizes em zonas limpas, na prática essa medida é irracional e antieconômica. Por esse motivo, é coerente dividir o hospital em diferentes zonas de acordo com o nível de limpeza (classificação por graus) e adotar sistemas de climatização e ventilação adequados a cada grau.
(2) De acordo com a exigência de limpeza e a finalidade de cada espaço, a limpeza é classificada nos graus Ⅰ a Ⅶ na Tabela de Classificação por Graus 2.1-1. Os sistemas de ar-condicionado também devem corresponder a esse zoneamento o mais próximo possível.
(3) A climatização de todo o hospital é o cenário desejado para instalações hospitalares; no entanto, devido a fatores como condições de seleção do terreno e recursos financeiros insuficientes para a obra, a climatização integral pode ser omitida, e seu escopo pode ser expandido gradualmente na ordem dos níveis de limpeza Ⅰ, Ⅱ, Ⅲ… apresentados na Tabela 2.1-1. Por exemplo, inicialmente apenas as salas de níveis de limpeza Ⅰ a Ⅲ são climatizadas, enquanto as zonas Ⅳ e Ⅵ contam apenas com aquecimento direto e ventilação.
(4) Nas zonas de níveis de limpeza Ⅴ e Ⅶ, para evitar que poluentes e substâncias similares se dispersem para o exterior, os sistemas devem ser setorizados por salas de mesmo uso, e devem ser instalados equipamentos de exaustão mecânica individuais ou centralizados.
(5) As contagens microbianas apresentadas como indicadores de referência na Tabela 2.1-1 foram definidas com base no código de ventilação hospitalar da Suíça.
(6) A classificação e as definições de classes de limpeza da Norma Federal 209 dos Estados Unidos (que considera o número de partículas de 0,5 μm ou maiores por 1 pé³ de ar) são amplamente utilizadas em nosso país. Como as atividades realizadas em salas hospitalares variam muito e podem ser obtidos valores diferentes no mesmo ponto de medição, não é adequado classificar a limpeza hospitalar com base em padrões de salas limpas industriais. Por esse motivo, esse parâmetro é apresentado apenas como indicador de referência e sua adoção como critério principal é evitada. Para consulta à norma federal, uma comparação resumida entre a contagem de partículas de cada classe nominal e as contagens microbianas é apresentada na Figura 2.1-1 (omitida). Além disso, as normas de limpeza do ar vigentes em diversos países são listadas na Tabela 2.1-3 (omitida).
(7) O desempenho dos filtros terminais foi definido com referência aos códigos hospitalares dos Estados Unidos, Alemanha, Suíça e outros países. Em condições normais de operação, se forem utilizados filtros que atendam aos critérios mínimos da tabela, geralmente é possível manter as contagens microbianas de cada sala abaixo dos valores listados na coluna de referência.
2.1.2 Nível de Limpeza Ⅰ (Zona de Alta Limpeza)
Nas zonas de alta limpeza são utilizados filtros HEPA, e os métodos de fluxo laminar vertical ou fluxo laminar horizontal são aplicáveis a sistemas de salas limpas biológicas; deve ser mantida pressão positiva em relação às salas circundantes.
A classificação da limpeza do ar por contagem de partículas surgiu com a Norma Federal dos Estados Unidos (Fed.Stc.209, emitida pela primeira vez em 1963) e ganhou ampla aplicação. Essa norma foi revisada diversas vezes posteriormente (versões 209A a D) e, em 1992, foi publicada a versão revisada Nº 209E, que adota o sistema SI e define claramente o limite superior da contagem de partículas do tamanho alvo.
A norma apresentada na Tabela 2.1-2, baseada em contagens microbianas, pertence à Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) dos Estados Unidos. As salas limpas biológicas são classificadas em três classes — 100, 1000 e 10000 — com contagens máximas de microrganismos aéreos definidas em 0,1 contagem/pé³, 0,5 contagem/pé³ e 2,5 contagens/pé³, respectivamente.
Como método de medição da limpeza do ar, um contador de partículas por dispersão de luz permite obter a contagem de partículas instantaneamente. Ele é mais prático do que o método que exige de 20 a 40 horas de cultivo de colônias bacterianas. Por esse motivo, se a proporção de bactérias e outros microrganismos no total de partículas aéreas for constante, é bastante válido estimar a concentração bacteriana a partir da contagem de partículas. No entanto, essa proporção varia muito conforme as condições ambientais: por exemplo, ela é diferente entre hospitais, edifícios de escritórios e fábricas de produtos eletrônicos, ou entre áreas urbanas e áreas montanhosas. Conforme diversos relatórios comparativos, não foi verificada uma concordância exata entre os valores.
Ainda assim, é possível observar uma relação aproximada em uma faixa ampla de concentração de partículas, que vai da Classe M3.5 à M6.5 (Classe 100 a Classe 100000). Em relatórios de pesquisa sobre a relação entre contagem de partículas aéreas e concentração bacteriana baseados em um grande volume de dados, observa-se a correlação apresentada na Figura 2.1-2 (omitida). Para o ar em condições reais, considera-se como concentração bacteriana o intervalo delimitado pelas linhas tracejadas da figura, no qual se enquadram 95% dos valores obtidos. Além disso, os valores padrão da NASA são plotados na figura, e as medições de bactérias aerotransportadas obtidas com um amostrador de orifício de agulha estão em total concordância com as contagens de partículas de 5 μm e maiores. Em muitos outros relatórios também existem inúmeros casos nos quais a razão entre a contagem de partículas aerotransportadas e a contagem bacteriana é proporcional à contagem de partículas de 5 μm e maiores. Portanto, se, no mesmo ambiente, a razão entre a concentração de partículas de 5 μm e maiores e a concentração bacteriana for conhecida, a concentração aproximada de bactérias pode ser estimada por meio da medição subsequente da concentração de partículas com um contador de partículas.
2.1.3 Nível de Limpeza Classe II (Área Limpa)
Na área limpa, o ar é purificado por meio de filtros de alto desempenho ou filtros HEPA, devendo ser mantidos pressão positiva e direção do fluxo de ar adequadas em relação às salas circundantes.
[Comentário]
(1) Para as áreas que atendem aos requisitos de limpeza, como salas de cirurgia gerais, salas de preparo e salas de esterilização, o nível de limpeza exigido para cada sala é inferior ao da Classe I mencionada anteriormente; a concentração de microrganismos aerotransportados é inferior a 200 UFC/m³ (6 UFC/pé³), e a menor concentração bacteriana possível é definida como meta.
(2) Na sala de preparo de instrumentos cirúrgicos, os métodos efetivos de manuseio de instrumentos e curativos estéreis variam bastante. Ao abrir a embalagem de materiais esterilizados, é necessário realizar a atividade sob o ar limpo laminar insuflado por uma saída de ar de insuflação equipada com um filtro de alto desempenho. Esse conceito também é apresentado na Tabela 2.1-1.
(3) Em salas de cirurgia gerais, também tem havido demanda, nos últimos anos, para expandir a área limpa ao redor da mesa cirúrgica e manter um grau de limpeza mais elevado. Para isso, aumenta-se a vazão de ar de insuflação, correspondendo a uma taxa de renovação de ar total de 30–50 trocas/h.
(4) No caso da sala de preparo estéril da Tabela 2.1-1, produtos como infusões de grande volume e injetáveis podem ser alocados em uma bancada limpa instalada em uma sala de dispensação com nível de limpeza Classe IV. Quando o preparo é realizado na bancada limpa, obtém-se uma limpeza equivalente à da Classe II.
(5) Ao atender pacientes com doenças infecciosas (como tuberculose pulmonar) em sala de cirurgia, é necessário adotar o nível de limpeza Classe V associado a pressão negativa; além disso, o lado da exaustão deve receber tratamento.
Tabela 2.1-1 Classes de Limpeza e Condições de Ventilação
| Classe de limpeza | Nome | Resumo | Salas aplicáveis (exemplos representativos) | Taxa mínima de renovação de ar/(vezes/h) (ar fresco: ar total) | Eficiência do filtro terminal¹⁾ | Índice de referência (contagem microbiana média durante operação normal) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| A Área médica | ||||||
| Ⅰ | Área altamente limpa | Área altamente limpa que requer sistema de fluxo laminar. Pressão positiva mantida em relação a todas as salas circundantes | Sala de cirurgia biologicamente limpa Enfermaria biologicamente limpa | 5²⁾:2¹⁾ 5 | Método de contagem DOP 99,97% | 10 UFC/m³ ou inferior¹⁰⁾ |
| Ⅱ | Área limpa | A limpeza exigida é inferior à da Classe I, não sendo obrigatória a adoção de sistema de fluxo laminar. Pressão positiva mantida | Sala de cirurgia geral Sala de instrumentos cirúrgicos Corredor limpo Sala de armazenamento estéril do departamento de materiais Sala de preparo estéril Sala de irradiação de feridas⁴⁾ Área de pias de escovação cirúrgica | 5²⁾:20 5:20 5:15 5:15 5:20 5:15 5:15 | (Método de contagem DOP 95% ou superior) Método colorimétrico 80% ou superior | 200 UFC/m³ ou inferior |
| Ⅲ | Área quase limpa | A limpeza exigida é ligeiramente inferior à da Classe II, mas superior à de áreas gerais. Pressão positiva mantida em relação à Classe IV e classes inferiores | Áreas adjacentes ao departamento cirúrgico (sala de recuperação, etc.) NICU, ICU, CCU Sala de bebês prematuros Sala especial de exames e tratamento⁵⁾ Sala de parto, sala de amamentação | 3:10 3:10 3:10 3:10 3:10 | (Método colorimétrico 90% ou superior) Método colorimétrico 80% ou superior | 200 UFC/m³ ou inferior |
| Ⅳ | Área limpa geral | Área de uso geral onde os pacientes presentes não apresentam feridas. Pressão aproximadamente nula | Enfermaria geral, sala de recepção, consultório Sala de espera Hall de entrada principal Salas de uso geral dos departamentos de materiais e exames Sala de radiografia de raios X Sala de endoscopia Sala de hemodiálise Sala de recém-nascidos normais Sala de fisioterapia Sala de dispensação | 2⁶⁾:6 2:6 2:8 3:8 2:6 3:10 2:8 3:10 3:10 3:8 3:10 | Método colorimétrico 60% ou superior | 200~500 UFC/m³ ou inferior |
| Ⅴ | Área de controle de contaminação | Salas destinadas ao manuseio de substâncias nocivas, como as que geram odores; deve ser mantida pressão negativa para evitar vazamento do ar da sala para o exterior | Salas da zona de controle RI Sala de exames bacteriológicos Sala de exames da enfermaria de doenças infecciosas Sala de autópsia Necrotério ………… Banheiro de pacientes Sala de curativos Sala de processamento de resíduos contaminados | Exaustão total: 12⁷⁾ Exaustão total: 12 Exaustão total: 10 Exaustão total: 15⁷⁾ Exaustão total: 10 ………… —:15 —:5 —:15 | Método colorimétrico 60% ou superior …………… — | — |
| B Área geral | ||||||
| Ⅵ | Área geral | Ar condicionado de salas comuns e ambientes de trabalho não específicos de hospitais | Escritório Departamento médico Sala de reuniões Sala de aulas, cafeteria | 2:6 2:6 2:6 2:8 | (Método colorimétrico 60% ou superior) | — |
| Ⅶ | Área de prevenção de difusão de contaminação | Para salas que geram grandes quantidades de odores, poeira, etc., é mantida pressão negativa para evitar a difusão de contaminantes para o exterior | Banheiro geral Sala de processamento de lixo geral | —:10 —:15 | — | — |
- Os valores entre parênteses na coluna de eficiência do filtro terminal correspondem aos métodos preferenciais.
- Para exaurir os gases anestésicos residuais e os odores gerados durante o uso de bisturi a laser, existem também casos que exigem vazão de ar fresco correspondente a 10 trocas/h ou mais.
- A velocidade do ar de insuflação é controlada em: 0,35 m/s para fluxo laminar vertical e 0,45 m/s para fluxo laminar horizontal.
- Para a sala de irradiação, aplicam-se o método de insuflamento e a vazão de ar da sala de operações para garantir alta limpeza do ambiente.
- As salas especiais de exame incluem a sala de angiografia cardiovascular, a sala de cateterismo cardíaco, a sala de cistoscopia, etc.
- Quando cada sala possui seu próprio banheiro, a vazão de ar fresco também pode ser determinada pela vazão de exaustão necessária.
- A vazão de ventilação efetivamente necessária é determinada pelo tipo e quantidade de substâncias radioativas manuseadas, pelo método de manuseio e pelo volume efetivo de diluição.
- Enfermarias e consultórios para pacientes que representam risco de infecção transmitida pelo ar.
- No caso de doenças infecciosas, adotar 20 vezes/h ou mais.
- CFU é a abreviação de Colony Forming Unit (Unidade Formadora de Colônias). Corresponde ao número de colônias microbianas contidas em uma unidade de volume de ar.
Além disso, para as cozinhas, devem ser seguidas as Diretrizes de Projeto e Gestão para Sistemas de Alimentação Hospitalar (junho de 1994), emitidas por esta Associação.
2.1.4 Nível de Limpeza Classe III (Área Quase Limpa)
Nas áreas quase limpas, juntamente com o uso de filtros de eficiência média ou superior (com tendência ao lado de alta eficiência), deve ser mantida pressão positiva em relação às áreas de Classe IV de limpeza ou inferior, e devem ser mantidos a pressão do ar e o sentido do fluxo de ar adequados.
【Comentário】
(1) As áreas quase limpas necessárias para UTIs, quartos de bebês prematuros, etc., são ambientes com nível de limpeza ligeiramente inferior ao das áreas limpas acima mencionadas; a concentração de microrganismos no ar deve ser mantida em 200 CFU/m³ (6 CFU/ft³) ou menos como padrão.
(2) Há fortes opiniões de que as salas de parto exigem nível de limpeza superior ao da Classe IV; por conseguinte, devem ser tratadas como equivalentes aos quartos de bebês prematuros.
2.1.5 Classe IV de Limpeza (Área Limpa Geral)
Nas áreas limpas gerais, é desejável utilizar filtros de eficiência média ou superior; como medida contra infecções, deve ser estabelecido um fluxo de ar adequado, e a relação de posicionamento entre os difusores de insuflamento e as grelhas de retorno, etc., deve ser analisada.
【Comentário】
(1) Para enfermarias gerais, salas de exame e salas de espera que atendam aos requisitos de áreas limpas gerais, a meta é manter a concentração de microrganismos no ar em 200–500 CFU/m³ (6–15 CFU/ft³).
(2) Nas áreas gerais dos hospitais, é necessário atentar para a distribuição do fluxo de ar interno durante o funcionamento do ar-condicionado. Os difusores de insuflamento e as grelhas de retorno devem ser dispostos de modo a evitar, tanto quanto possível, que o ar contaminado entre em contato com os pacientes.
(3) Nas salas de diálise artificial, a limpeza necessária varia conforme o conteúdo médico, e deve-se atentar para isso; ver Seção 7.11.1 (omitida).
Além disso, como medida contra odores, há casos em que se adota uma quantidade maior de ar fresco externo.
2.1.6 Classe V de Limpeza (Área de Controle de Contaminação)
Nas áreas de controle de contaminação, a sala deve ser mantida em pressão negativa em relação às áreas circundantes, para evitar que o ar interno contaminado vaze para o exterior.
【Comentário】
(1) Nas áreas de controle de contaminação e em salas de exame bacteriológico, salas de autópsia, etc., a sala deve ser mantida em pressão negativa para evitar que o ar interno vaze para o exterior. Além disso, a limpeza do ar deve ser mantida na Classe IV ou em nível superior.
(2) Em quartos de isolamento para doenças infecciosas transmitidas pelo ar, etc., é necessário manter simultaneamente uma antecâmara de alta limpeza e pressão negativa; a classe de limpeza do ar da antecâmara deve ser elevada em mais um nível, e deve-se levar em consideração que a janela do lado do corredor e a janela do lado do quarto do paciente não podem ser abertas ao mesmo tempo. Em casos que exijam controle ainda mais rigoroso, a antecâmara também pode ser disposta em dois estágios, ou seja, considerada como duas antecâmaras.
(3) Em salas de velório em que não se oferece nem se acende incenso, um sistema de exaustão total é desnecessário.
(4) Para criar um espaço com pressão negativa local no interior da sala e descarregar o ar contaminado rapidamente, sem permitir que ele se espalhe, deve ser utilizada uma cabine de segurança. Métodos de exaustão local, como a exaustão direta da mesa de autópsia, são eficazes. Especialmente ao realizar autópsias de casos infecciosos, é desejável um método de insuflamento com fluxo laminar vertical e grande vazão de ar.
(5) No lado do ar de exaustão da sala, devem ser instalados filtros adequados para remover contaminantes.
(6) Fora do horário de utilização da sala, o exaustor correspondente deve ser mantido em funcionamento contínuo para preservar a pressão negativa. Além disso, é desejável prever sistemas de exaustão que operem com pequena vazão de ar durante a noite para banheiros compartilhados de enfermarias, etc.
2.1.7 Classe V de Limpeza (Zona Geral, Área Geral)
As áreas gerais nas zonas gerais devem cumprir a Lei Relativa à Garantia de um Ambiente Sanitário em Edifícios (Lei de Gestão de Edifícios).
【Comentário】
Em termos de zoneamento do ar-condicionado, estas são salas comuns, não específicas de hospitais, e não são previstas salas relacionadas a níveis especiais de limpeza, mas devem cumprir as disposições pertinentes da Lei de Gestão de Edifícios (ver Quadro 2.1-3b).
Quadro 2.1-3b Padrões para Equipamentos de Ar-Condicionado sob o Método de Gestão Centralizada (Valores Numéricos da Lei de Gestão de Edifícios)
| Concentração de poeira em suspensão no ar | 0,15 mg/m³ ou menos |
| Teor de monóxido de carbono | 10 ppm |
| Teor de dióxido de carbono | 1000 ppm ou menos |
| Temperatura | (1) 17 a 28 °C (2) Quando a temperatura da sala for inferior à temperatura do ar externo, a diferença não deve ser excessiva¹) |
| Umidade relativa | 40% a 70% |
| Velocidade do fluxo de ar | 0,5 m/s ou menos |
- De acordo com a notificação do Ministério da Construção (Showa 45), aproximadamente 7℃ ou menos.
2.1.8 Classe VI de Grau de Limpeza do Ar (Áreas Gerais, Áreas de Prevenção à Disseminação de Contaminação)
Nas áreas de prevenção à disseminação de contaminação, devem ser instalados equipamentos de exaustão forçada, e deve-se tomar cuidado para evitar que o ar interno contaminado vaze para o exterior.
[Comentário]
Para evitar que substâncias nocivas vazem para o exterior de ambientes que geram grandes quantidades de poeira, umidade, odores etc., o ar interno deve ser mantido em pressão negativa. O grau de limpeza do ar interno deve, preferencialmente, ser inferior ao das áreas gerais (Classe IV).
2.2 Condições de Qualidade do Ar
2.2.1 Manutenção das Condições de Qualidade do Ar
Os equipamentos de ar condicionado em hospitais devem manter as condições de qualidade do ar saudáveis, seguras e confortáveis necessárias para os pacientes internados.
[Comentário]
(1) Em hospitais, o ar condicionado adequado refere-se à prevenção e ao gerenciamento eficazes das seguintes condições: pacientes com doenças respiratórias, pacientes com hepatite crônica, pacientes em terapia de oxigênio, pacientes submetidos à traqueostomia, pacientes com tireotoxicose, pacientes com doenças cardíacas, pacientes com traumatismo craniano, pacientes submetidos à cirurgia cerebral, pacientes com intoxicação por barbitúricos, pacientes com artrite reumatoide etc.
(2) Por outro lado, diversos poluentes nocivos transportados pelo ar, específicos de cada ambiente, estão constantemente presentes em todo o hospital, e os equipamentos de ar condicionado tornam-se, assim, uma fonte de transporte e disseminação desses poluentes.
(3) Entre os poluentes nocivos transportados pelo ar comumente presentes em hospitais estão os microrganismos e as substâncias químicas.
(4) Além de causar infecções, os microrganismos também são agentes causadores de reações alérgicas e fontes de odores.
(5) As substâncias químicas nocivas incluem: poluentes do ar que infiltram-se do exterior; diversas substâncias químicas emitidas por equipamentos de escritório (copiadoras, impressoras etc.), produtos de consumo (inseticidas, detergentes, sabonetes líquidos, xampus, polidores, desodorantes etc.), móveis e materiais de construção; bem como solventes orgânicos, mercúrio, chumbo, desinfetantes, gases anestésicos etc. utilizados em exames. Essas substâncias não só são nocivas à saúde como também tornam-se fontes de geração de odores.
(6) Do ponto de vista da purificação do ar, esses poluentes nocivos transportados pelo ar são classificados em material particulado (sólidos e líquidos) e vapores e gases. Entre esses poluentes, o material particulado que merece destaque inclui a fumaça de tabaco (sólidos e líquidos), fibras de amianto, pólen e esporos (desencadeadores de reações alérgicas), enquanto os vapores e gases que requerem atenção especial incluem amônia, monóxido de carbono, dióxido de carbono, óxidos de nitrogênio, formaldeído, óxido de etileno, compostos orgânicos voláteis, gases anestésicos etc.
(7) Além disso, não estão incluídos nas questões de qualidade do ar a radiação, os raios X, a radiação ionizante, a luz, os raios infravermelhos, os raios ultravioleta, os problemas de energia nociva gerados por ultrassom, linhas de campo magnético, calor (altas temperaturas, baixas temperaturas), ruído, vibração etc.
(8) A detecção de poluentes nocivos deve, por enquanto, ser realizada em cada ambiente individualmente e analisada separadamente. Em última instância, o hospital deve ser considerado como um todo.
2.2.2 Prevenção da Contaminação Cruzada
É obrigatória a prevenção da contaminação cruzada de ambientes com grau de limpeza do ar relativamente baixo para ambientes com alto grau de limpeza do ar.
[Comentário]
(1) Para evitar que poluentes nocivos transportados pelo ar vazem de um ambiente para outros, ou na direção inversa, é necessário considerar a manutenção da pressão relativa do ar interno (pressão positiva ou negativa) dos ambientes adjacentes, de forma a evitar vazamentos.
(2) Em geral, a diferença de pressão entre o ar interno e o ar externo só pode ser mantida quando aberturas como as portas dos ambientes estão fechadas, e é obtida por meio da definição da diferença entre o volume de ar de insuflamento interno e o volume de ar de exaustão.
2.2.3 Volume de Ar de Insuflamento para Atender às Condições de Qualidade do Ar Interno
Para atender às condições de qualidade do ar de cada ambiente, o volume de ar externo e o volume de ar total de cada ambiente devem, preferencialmente, ser mantidos nos valores apresentados na Tabela 2.1-1.
[Comentário]
(1) O volume de ar de insuflamento (volume de ar total) de um ambiente é, geralmente, a soma do volume mínimo de ar externo e do volume de ar recirculado (volume de ar de retorno). Esse volume de ar de insuflamento é obtido a partir de cálculos de carga térmica. Para atender aos requisitos de qualidade do ar, os valores calculados devem ser comparados, e o maior valor deve ser adotado como volume de ar de insuflamento.
(2) Em outras palavras, existem dois métodos para determinar o volume de ar de insuflamento com base na qualidade do ar. O primeiro é o método de obter o volume de ar de insuflamento a partir da taxa de renovação do ar (taxa de ventilação) específica do ambiente. A taxa de renovação do ar é derivada de uma ampla experiência prática e, nas condições especificadas, é recomendável utilizar esse valor. No entanto, como a altura do teto, as condições de uso etc. dos ambientes são estipuladas pela norma, deve-se ter atenção aos casos em que as condições forem diferentes.
(3) O segundo método é aplicado quando não é fornecida uma taxa de renovação do ar: para cada poluente, a concentração efetivamente gerada no ambiente é estimada com base no valor de concentração admissível, e o volume de ar de insuflamento é obtido por cálculo. Nesse caso, é necessário não apenas definir a concentração gerada, mas também determinar a eficiência da ventilação, os fatores de segurança, a idade do ar (o tempo de residência dos poluentes gerados em um ambiente dentro do próprio ambiente) etc. Além disso, isso está intimamente relacionado à distribuição do fluxo de ar e ao método de controle da direção do fluxo. Os fatores a serem considerados são os descritos nos itens (4) a (9) abaixo. (4) Primeiro, a vazão mínima de ar exterior é calculada a partir do número máximo de pessoas que ocupam um ambiente simultaneamente e da vazão de ar exterior necessária por pessoa; esse valor é usado para verificar se a vazão de ar de insuflamento definida com base na vazão mínima de ar exterior consegue diluir os poluentes gerados nesse ambiente até o nível permitido exigido.
(5) Quando a diluição não for possível, o método de purificação do ar de insuflamento deve ser considerado, e os materiais particulados devem ser removidos por meio de filtros de ar.
(6) Para vapores e gases, dispositivos de remoção de gases, como os dispositivos de adsorção, devem ser avaliados.
(7) Quando não houver um dispositivo de remoção econômico e eficaz, deve-se considerar o aumento da vazão de ar de exaustão do ambiente e seu balanceamento com a vazão de ar exterior, de forma a atender à diluição dos poluentes.
(8) As salas operatórias também contêm microrganismos; filtros de ar adequados são usados para remover materiais particulados por meio da recirculação de ar. No entanto, os filtros são ineficazes contra gases anestésicos. Para diluir esses gases anestésicos, a vazão de ar exterior da sala operatória geralmente é aumentada, ou seja, torna-se maior que a vazão de ar exterior por pessoa.
(9) Além disso, em certas enfermarias, a vazão de ar exterior exigida deve ser maior que a vazão de ar exterior por pessoa. Isso ocorre porque os pacientes necessitam de uma vazão de ar exterior maior que pessoas saudáveis, além de também haver a influência de odores e de outros contaminantes na forma de vapores e gases.
(10) Em ambientes que manipulam materiais radioativos não selados, deve-se adotar sistema de ar exterior exclusivo e exaustão total, e um dispositivo para remoção de substâncias radioativas deve ser instalado no lado da exaustão (Lei de Prevenção de Riscos de Radiação).
(11) Em ambientes que manipulam bactérias patogênicas de alta infecciosidade, deve-se adotar sistema de ar exterior exclusivo e exaustão total, e um dispositivo para remoção de bactérias patogênicas deve ser instalado no lado da exaustão.
(12) Para substâncias inflamáveis (éter etílico, acetaldeído, óxido de propileno, dióxido de carbono, n-hexano, benzeno, óxido de etileno, metil etil cetona, metanol, xileno, etc.) e gases combustíveis (acetileno, hidrogênio, propano, amônia, metano, etc.), suas concentrações devem ser controladas abaixo da conc de limite de explosividade ou abaixo dos graus. Quando houver risco de explosão, medidas à prova de explosão devem ser adotadas (Lei de Segurança e Saúde Industrial).
2.3 Temperatura e Condições de Umidade
2.3.1 Condições Básicas
A temperatura e a umidade de cada ambiente devem seguir a Tabela 2.3-1 como padrão, mas quando houver necessidade médica, elas devem ser definidas por meio de consulta ao médico responsável, entre outros profissionais.
【Comentário】
(1) A Tabela 2.3-1 relaciona as condições de temperatura e umidade de ambientes representativos de um hospital. Para as condições específicas de outros ambientes, consulte o Capítulo 7 (omitido). Além disso, como condições de projeto e diretrizes para seleção da capacidade dos equipamentos e das dimensões dos dutos, os valores desta tabela devem ser cumpridos rigorosamente na aplicação prática, independentemente da natureza da situação. Do ponto de vista da conservação de energia, dentro da faixa permitida, é desejável reduzir o consumo de energia operacional sempre que as condições permitirem.
Nas enfermarias de hospitais em regiões de frio extremo, devido aos hábitos de vida, há uma tendência de a temperatura ficar excessivamente alta durante o aquecimento; nesses casos, também é necessário atentar para os efeitos adversos da redução de umidade resultante.
(2) Nas atividades médicas, também é necessário considerar condições especiais de temperatura. Por exemplo, cirurgias realizadas em ambiente de baixa temperatura (como cirurgias cardíacas) e o ar-condicionado 24 horas destinado a proteger contra variações de temperatura causadas por equipamentos médicos (aparelhos de imagem radiográfica, MRJ, etc.) devem cada um cumprir suas respectivas condições.
(3) Também é necessário atentar para a distribuição da temperatura interna; no interior dos ambientes, os efeitos da radiação fria causada por paredes externas e vidros de janelas, assim como a carga térmica proveniente da radiação solar, são significativos. Além disso, o local de instalação do termostato que detecta a temperatura do ambiente deve ser selecionado principalmente em um ponto adequado e representativo da temperatura.
2.3.2 Fatores do Ambiente Térmico e Índices de Conforto
Além da temperatura e da umidade, a temperatura operacional também é fortemente afetada pela radiação e pelo fluxo de ar; portanto, esses fatores devem ser analisados criteriosamente.
【Comentário】
(1) Como fatores que afetam o ambiente térmico, além da temperatura e da umidade, existem também a radiação e a convecção provenientes da envoltória do edifício, assim como a taxa metabólica humana e o isolamento térmico das vestimentas; esses são denominados os seis fatores do ambiente térmico. O controle comum de ar-condicionado, entre outros sistemas, consiste na regulação da temperatura e da umidade; quando necessário, deve-se atentar para a temperatura média radiante (MRT) das superfícies da envoltória e para a temperatura operacional, afetada por correntes de ar causadas pelo fluxo de ar de insuflamento do ar-condicionado.
(2) A Figura 2.3-1 (omitida) aborda a influência do calor radiante. Em relação à temperatura operacional, esse fator tem quase o mesmo grau de influência que a temperatura do ambiente, conforme demonstrado por relatórios experimentais.
【Exemplo】 Ao vestir roupas com 0,5 clo de isolamento (nota: 1 clo = 0,15 m²·℃/W), obtém-se a mesma temperatura operacional quando a temperatura do ambiente sobe de 26℃ para 30℃, enquanto a temperatura média radiante cai de 26℃ para 21℃. Tabela 2.3-1 Condições de Temperatura e Umidade dos Principais Ambientes
| Setor | Nome do Ambiente | Temperatura de Bulbo Seco no Verão DB/℃ | Umidade Relativa no Verão RH/% | Temperatura de Bulbo Seco no Inverno DB/℃ | Umidade Relativa no Inverno RH/% | Observações |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Setor de Enfermarias | Enfermaria | 24~26~27 | 50~60 | 22~23~24 | 40~50 | Atentar para a influência da radiação fria das janelas e da luz solar |
| Departamento de Internação | Posto de Enfermagem | 25~26~27 | 50~60 | 20~22 | 40~50 | Atenção à influência da radiação fria proveniente de janelas e da luz solar |
| Departamento de Internação | Sala de Recepção | 26~27 | 50~60 | 21~22 | 40~50 | Atenção à influência da radiação fria proveniente de janelas e da luz solar |
| Departamento Ambulatorial | Consultório Médico | 26~27 | 50~60 | 22~24 | 40~50 | Temperatura mais elevada que a da sala de espera |
| Departamento Ambulatorial | Sala de Espera | 26~27 | 50~60 | 21~22 | 40~50 | Temperatura mais elevada que a da sala de espera |
| Departamento Ambulatorial | Farmácia Ambulatorial | 25~26 | 50~55 | 20~22 | 40~50 | Temperatura mais elevada que a da sala de espera |
| Departamento Ambulatorial | Sala de Operações de Emergência | 23~24~26 | 50~55~60 | 23~26 | 45~55~60 | Temperatura mais elevada que a da sala de espera |
| Departamento Central de Diagnóstico e Tratamento | Sala de Operações | 22~24~26 | 50~60 | 22~26 | 45~55~60 | Também é necessário adotar configurações de temperatura mais elevadas |
| Departamento Central de Diagnóstico e Tratamento | Sala de Recuperação | 24~26 | 50~55~60 | 23~25 | 45~50~55 | Também é necessário adotar configurações de temperatura mais elevadas |
| Departamento Central de Diagnóstico e Tratamento | UTI | 24~26 | 50~55~60 | 23~25 | 45~50~55 | Também é necessário adotar configurações de temperatura mais elevadas |
| Departamento Central de Diagnóstico e Tratamento | Sala de Parto | 24~25~26 | 50~55~60 | 23~25 | 45~50~55 | Também é necessário adotar configurações de temperatura mais elevadas |
| Departamento Central de Diagnóstico e Tratamento | Sala de Recém-Nascidos, Sala de Prematuros | 26~27 | 50~60 | 25~27 | 45~55~60 | Também é necessário adotar configurações de temperatura mais elevadas |
| Departamento Central de Diagnóstico e Tratamento | Sala de Exames Gerais | 25~26~27 | 50~60 | 20~22 | 40~50 | Também é necessário adotar configurações de temperatura mais elevadas |
| Departamento Central de Diagnóstico e Tratamento | Sala de Radiografia de Raio X | 26~27 | 50~60 | 24~25 | 40~50 | Também é necessário adotar configurações de temperatura mais elevadas |
| Departamento Central de Diagnóstico e Tratamento | Sala de Controle | 25~26 | 50~60 | 20~22 | 40~50 | Também é necessário adotar configurações de temperatura mais elevadas |
| Departamento Central de Diagnóstico e Tratamento | Sala de Hidroterapia | 26~27 | 50~65 | 26~28 | 50~65 | Também é necessário adotar configurações de temperatura mais elevadas |
| Departamento Central de Diagnóstico e Tratamento | Sala de Autópsia | 24~26 | 45~50~55 | 20~22 | 40~50 | Também é necessário adotar configurações de temperatura mais elevadas |
| Departamento de Suprimentos | Cozinha | De acordo com as diretrizes de projeto e gestão para sistemas de serviços de alimentação hospitalar | Medidas de mitigação do calor gerado por equipamentos; é desejável adotar aquecimento radiativo quando necessário | |||
| Departamento de Suprimentos | Lavanderia (área ao redor do posto de trabalho) | 30 ou inferior | 70 ou inferior | 15 ou superior | 40 ou superior | Medidas de mitigação do calor gerado por equipamentos; é desejável adotar aquecimento radiativo quando necessário |
| Departamento de Suprimentos | Salas do Departamento de Materiais | 25~26~27 | 50~60 | 20~22 | 40~50~55 | Medidas de mitigação do calor gerado por equipamentos; é desejável adotar aquecimento radiativo quando necessário |
| Departamento Administrativo | Escritório Administrativo | 26~27 | 50~60 | 20~22 | 40~50 | Quando utilizado em conjunto com ar-condicionado, atentar-se à influência do calor radiativo |
| Departamento Administrativo | Escritório Médico | 26~27 | 50~60 | 20~22 | 40~50 | Quando utilizado em conjunto com ar-condicionado, atentar-se à influência do calor radiativo |
| Departamento Administrativo | Sala de Reuniões | 26~27 | 50~60 | 20~22 | 40~50 | Quando utilizado em conjunto com ar-condicionado, atentar-se à influência do calor radiativo |
| Departamento Administrativo | Sala de Monitoramento Central | 25~27 | 50~60 | 21~22 | 45~50 | Quando utilizado em conjunto com ar-condicionado, atentar-se à influência do calor radiativo |
Observações:
-
Os valores sublinhados na tabela são os valores padrão de condição de projeto para o dimensionamento de sistemas de ar-condicionado (a carga térmica é determinada por um par de parâmetros de temperatura e umidade. Por exemplo, BS 24 ℃ e UR 55% são aproximadamente equivalentes a BS 25 ℃ e UR 50%).
-
Quando os ambientes são afetados pela radiação solar no verão e pela radiação emitida por equipamentos de alta temperatura, bem como pela radiação fria no inverno, é necessário alterar a temperatura ambiente de projeto. Por outro lado, nos casos em que se obtêm efeitos radiativos por meio de piso aquecido, a temperatura ambiente também pode ser reduzida em 1~2 ℃.
-
No que diz respeito às condições climáticas de projeto externas, para sistemas de ar-condicionado de 24 horas, sistemas de ar-condicionado para ambientes importantes e sistemas de ar-condicionado em geral, as configurações devem ser alteradas caso o limite de probabilidade de excedência seja ultrapassado. A chamada probabilidade de excedência corresponde à porcentagem (%) que representa, nas estatísticas de frequência de ocorrência da temperatura do ar externo (contabilizadas em ordem cronológica), a proporção de valores que excedem um determinado parâmetro estabelecido. Por exemplo: [definir a probabilidade de excedência da temperatura do ar externo para projeto de aquecimento ao longo dos 4 meses de inverno em 2,5%]. Para ambientes importantes ou ambientes com operação 24 horas, as condições de projeto são mais rigorosas, sendo adotada uma probabilidade de excedência de 1%.
-
Em salas de operações, enfermarias do tipo LDR (consulte a Seção 7.7.1 (omitida)), enfermarias de ambiente biologicamente limpo, entre outros ambientes, é necessário alterar a temperatura ambiente configurada ao longo do tempo de acordo com as condições de uso do espaço interno, e a temperatura desses ambientes pode ser definida de forma individual e independente.
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Para salas de operações de emergência e ambientes similares que não se limitam ao uso ordinário, é necessário atentar-se à capacidade dos equipamentos de ar-condicionado, de forma que as condições configuradas de temperatura e umidade possam ser atingidas rapidamente.
-
Em locais como corredores e instalações sanitárias, onde não são realizados ajustes frequentes de temperatura, bem como em espaços das áreas de convivência dos pacientes, devem ser instalados dispositivos auxiliares de aquecimento adequados para proteger os ocupantes de choques térmicos extremos, sendo desejável implementar operação intermitente no período noturno para manter a temperatura.
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Em salas de operação de radiografia por raios X, salas centrais de exame, etc., a carga de aquecimento é geralmente baixa, enquanto a geração de calor interna é elevada; portanto, mesmo no inverno, são frequentemente necessários sistemas com capacidade de resfriamento.
2.4 Condições de Ruído e Vibração
2.4.1 Política Básica
Os níveis de ruído devem estar em conformidade com as normas listadas na Tabela 2.4-1. Máquinas, tubulações e sistemas de dutos são fontes de ruído e vibração. Medidas adequadas de atenuação acústica e isolamento vibratório são necessárias, e todo esforço deve ser envidado para manter um ambiente de estadia seguro e confortável para os pacientes e um bom ambiente de trabalho para a equipe médica, de forma que esses fatores não se tornem um obstáculo às atividades médicas.
[Comentário]
(1) Nas instalações médicas e de assistência social, deve ser dada maior atenção ao ruído e à vibração do que em edificações comuns. Em condições de silêncio prolongado, o ruído e a vibração são facilmente perceptíveis — isso é particularmente válido para pacientes que estão enfraquecidos física e mentalmente e ansiosos. Além disso, o ruído e a vibração dos equipamentos de ar-condicionado também podem interferir nos diversos exames e tratamentos integrantes das atividades médicas (exames auditivos, análises em microscópio eletrônico, cirurgias sob microscópio, etc.).
(2) Níveis de ruído e vibração internos. Além de instalar dispositivos de atenuação acústica e isolamento vibratório nos equipamentos de ar-condicionado, a geração de ruído e vibração no entorno da edificação deve ser mantida sob controle rigoroso, devendo-se também atentar para a estrutura do edifício e seu desempenho de isolamento e absorção acústica.
(3) Quando unidades de ar-condicionado geradoras de vibração forem instaladas no andar situado acima de uma sala de cirurgia microcirúrgica, medidas de isolamento vibratório como o espessamento da laje de piso devem ser previstas na estrutura da edificação; ao mesmo tempo, dispositivos completos de isolamento de vibração devem ser incorporados, a fim de evitar que a vibração seja transmitida a partir da fonte geradora.
Tabela 2.4-1 Valores Padrão dos Níveis de Ruído para as Principais Salas
| Nome da Sala | Nível de ruído NC, valores em [] correspondem a dB(A) |
|---|---|
| Salas de exame auditivo, salas de exame de sons cardíacos 1), etc. | 15~25 [25] |
| Enfermarias individuais, salas de recuperação, salas de exame de eletroencefalograma, sala do diretor, sala da enfermeira-chefe, etc. | 25~30 [35~40] |
| Enfermarias gerais, UTI, quartos de bebês prematuros, berçários de recém-nascidos, salas de cirurgia gerais, salas de parto, bibliotecas, salas de conferência | 30~35 [40~45] |
| Consultórios médicos, salas de exame gerais, salas de radioterapia, departamento de radiologia e diversas outras salas de exames por imagem, salas de autópsia, salas de recepção, postos de enfermagem, etc. | 30~40 [40~45] |
| Áreas de espera, salas de fisioterapia, salas de hidroterapia, posto central de suprimentos, farmácia, saguão da entrada principal, corredores, escritórios, refeitórios, salas de cirurgia biologicamente limpas, enfermarias biologicamente limpas, etc. | 35~40 [45~50] |
- Nessas salas, busca-se atingir os valores mais baixos da faixa na medida do possível. Além disso, para enfermarias e ambientes semelhantes, é desejável manter o nível 5 dB(A) mais baixo durante o período noturno.
2.5 Prevenção de Doenças Infecciosas Nosocomiais
No projeto e na gestão, as disposições desta diretriz devem ser seguidas para prevenir as doenças infecciosas nosocomiais.
[Comentário]
(1) Definição de doenças infecciosas nosocomiais e outros microrganismos causadores
As doenças infecciosas nosocomiais são aquelas cuja causa de enfermidade após a admissão não guarda relação com a doença original do paciente, decorrendo sim de uma nova infecção contraída dentro do hospital. Portanto, caso um paciente desenvolva a doença após a alta em razão de uma infecção transmitida dentro da instituição, ela também é classificada como doença infecciosa nosocomial. Além disso, não apenas os pacientes, mas também visitantes e profissionais de saúde — todas as enfermidades causadas por infecção microbiana adquirida no ambiente hospitalar — são classificadas como doenças infecciosas nosocomiais.
Nos últimos anos, os principais microrganismos apontados como causadores de infecções hospitalares adquiridas são o Staphylococcus aureus resistente à meticilina, a Pseudomonas aeruginosa, os fungos, o vírus da hepatite B, o vírus da hepatite C, o vírus da AIDS (HIV) e o bacilo tuberculoso. Além disso, o vírus da influenza, os subvírus, o vírus das glândulas linfáticas e o grupo neurotrópico de Legionella, como a bactéria causadora da doença dos legionários, que originalmente eram considerados de transmissão por via respiratória, seguem sendo reconhecidos como agentes que representam risco de infecção hospitalar.
O HBV, o HCV e o HIV são vírus de transmissão hematogênica que causam doença ao invadir diretamente a corrente sanguínea do paciente; eles não são transmitidos pelo ar. (2) A Importância dos Equipamentos de Ar-Condicionado na Prevenção de Doenças Infecciosas Hospitalares
Os equipamentos de ar-condicionado são de grande importância para a prevenção de doenças infecciosas nosocomiais. Dentre as medidas existentes, o isolamento de pacientes infecciosos em relação a pacientes suscetíveis por meio do planejamento de zoneamento hospitalar e do controle do fluxo de ar através de diferenciais de pressão do ar nas áreas limpas constitui um importante meio de prevenção de doenças infecciosas transmitidas por via aérea. Quando as funções dos equipamentos de ar-condicionado são inadequadas, microrganismos e vários alérgenos (alérgenos, antígenos que causam alergia) proliferam-se e são liberados no interior do sistema de ar-condicionado; se a umidade não puder ser controlada, serão produzidos efeitos adversos sobre o sistema respiratório. Além disso, no que diz respeito aos microrganismos que flutuam no ar interno, à noite, quando o ar-condicionado é desligado, ocorre um efeito chaminé: o ar dos andares inferiores sobe para os andares superiores, e os microrganismos relacionados a infecções dos andares inferiores podem ser transmitidos aos pacientes dos andares superiores, podendo também causar reações alérgicas [ver Seção 3-1-1 (omitida)]. Portanto, o equipamento de ar-condicionado é o elemento mais importante para a manutenção de ar limpo e de um ambiente hospitalar confortável. Os principais microrganismos relacionados tanto ao ar-condicionado quanto às infecções hospitalares são apresentados na Tabela 2.5-1.
Tabela 2.5-1 Principais microrganismos determinados pela via de transmissão
| Espécies transmitidas por via aérea | Espécies transmitidas por gotículas | |
|---|---|---|
| Bactérias | Bacilo da tuberculose | Bacilo da difteria, bacilo da coqueluche, estreptococo hemolítico, meningococo, bacilo influenza tipo B, vírus fúngicos |
| Vírus | Varicela (catapora), vírus da herpes-zóster, vírus do sarampo | Vírus das glândulas linfáticas, vírus da influenza, neurovírus, vírus da rubéola |
(3) Relação entre os principais microrganismos das doenças infecciosas nosocomiais e os equipamentos de ar-condicionado
- Staphylococcus aureus. Entre os Staphylococcus aureus existem as bactérias MRSA resistentes a antibióticos (methieillin-S. MSSA).
Como bactéria residente comum em seres humanos, o Staphylococcus aureus é frequentemente isolado na pele e na cavidade nasal. A maioria dos pacientes hospitalizados é portadora de MRSA, enquanto o MRSA como bactéria residente nasal entre os profissionais de saúde corresponde a cerca de 5%.
Esses cocos gram-positivos conseguem sobreviver por muito tempo em estado seco, e há uma grande possibilidade de que frequentemente adiram às roupas de cama de pacientes portadores de bactérias e ao ambiente das enfermarias. Além disso, com a mudança de posição e a limpeza inadequada, os cocos são lançados ao ar e se tornam aerotransportados; em seguida, aderem aos cabelos e às roupas dos funcionários, sendo assim transportados para as enfermarias de outros pacientes.
A principal via de transmissão do MRSS é a transmissão por contato mediada pelos dedos.
- Pseudomonas aeruginosa. Seu principal habitat no ambiente hospitalar são as zonas úmidas e com retenção de água, e sua principal via de transmissão é a transmissão por contato. Ele habita o trato intestinal do paciente e, juntamente com as excreções, causa infecções de feridas, infecções de escaras, infecções do trato urinário e infecções do trato respiratório. Uma vez que a infecção ocorre, é difícil tratá-la com fármacos antibacterianos.
No que diz respeito à Pseudomonas aeruginosa, deve-se considerar, por parte do equipamento de ar-condicionado, que locais úmidos, como atomizadores de ar usados no ar-condicionado, dispositivos de umidificação e águas de condensado, são criadouros para a bactéria. Especialmente no interior dos dutos, durante a operação de refrigeração, a umidade relativa fica, em sua maioria, acima de 80%, e a condensação promove inevitavelmente a proliferação da Pseudomonas aeruginosa.
O gerenciamento higiênico da água utilizada no equipamento de ar-condicionado deve ser totalmente considerado; não é aconselhável adotar atomizadores de ar nos dispositivos de umidificação, e recomenda-se o uso de equipamentos de atomização a vapor, cuja premissa é a esterilização por calor.
- Fungos. Os fungos dividem-se em duas grandes categorias: fungos leveduriformes e fungos filamentosos. Os representantes dos fungos leveduriformes, que também são organismos residentes comuns do corpo humano, incluem o gênero Candida e o gênero Czyntococcus, entre outros. Os fungos filamentosos incluem muitos tipos, como gêneros compostos por bolores dependentes do ambiente, o gênero Coccidioides e o gênero Clado.
Há muitos esporos fúngicos flutuando no ar; eles não apenas infectam prontamente os pacientes, como também são a causa da proliferação de bolores no interior dos equipamentos de ar-condicionado. Deve-se ressaltar que os bolores que proliferam nas bandejas de gotejamento das unidades de resfriamento, nos umidificadores e no interior dos dutos de ar podem se tornar desencadeadores de rinite alérgica e de doenças como asma e bronquite alérgica. Além disso, os esporos de bolor em ambientes internos também podem causar pneumonia.
- Bacilo da tuberculose. O bacilo da tuberculose é particularmente resistente à dessecação e é um importante microrganismo de contaminação do ar, causando tuberculose dos pulmões e de vários órgãos. A tuberculose pulmonar chegou a entrar em declínio em nosso país, mas, nos últimos anos, voltou a surgir em larga escala. Isso se deve a pacientes com AIDS com imunidade incompleta, causada pela infecção por bacilos da tuberculose multirresistentes provenientes de pacientes, o que também pode ocorrer facilmente em hospitais gerais.
Para o exame e o tratamento de pacientes com tuberculose, é indispensável um equipamento de ar-condicionado apropriado. Recomenda-se colocar o paciente no lado de exaustão do fluxo de ar e filtrar o ar que esteve em contato com o paciente por meio de filtros de alto desempenho antes de lançá-lo para o exterior.
Na instalação de ar-condicionado, deve ser implementado zoneamento com sistemas independentes centrados no isolamento do paciente; o ar-condicionado das enfermarias que acomodam pacientes eliminadores de bacilos deve, tanto quanto possível, operar sob pressão negativa, e deve-se ter o cuidado de fornecer constantemente ar limpo aos pacientes.
- Vírus varicela-zóster. Clinicamente, esse mesmo vírus causa duas doenças diferentes, a varicela e a herpes-zóster. Varicela (catapora) é uma doença infecciosa viral infantil, transmitida pelo ar; invade o corpo pelo trato respiratório e, após um período de incubação de cerca de duas semanas, surgem as erupções; nos dias seguintes, as erupções transformam-se em vesículas, depois formam crostas e cicatrizam. Como a sua infecciosidade é mais forte na fase inicial do aparecimento da doença, os hospitais devem ter cuidado para que bebês e crianças pequenas não se aproximem de crianças afetadas.
O herpes-zoster resulta de uma infeção primária adquirida na infância; o vírus permanece latente nos gânglios da raiz dorsal da medula espinhal e é reativado na idade adulta, formando eritema e vesículas ao longo das áreas de distribuição dos nervos, acompanhado de dor neurálgica intensa. O vírus está presente no fluido das vesículas, e anticorpos virais podem ser demonstrados nas células esfoliadas.
- Legionella. Legionella é um bacilo Gram-negativo que compreende cerca de 40 espécies. A maioria dos casos de pneumonia é causada por Legionella. Está amplamente distribuída no solo e na água na natureza e não pode ser completamente eliminada do ambiente hospitalar.
Em águas ricas em matéria orgânica e a uma temperatura de 20–50 ℃, é capaz de se multiplicar. Nos hospitais, quase todos os locais — tanques de água quente, instalações de tubagem de abastecimento de água quente, torneiras de abastecimento de água e chuveiros nos tanques de água quente, humidificadores de ambiente, humidificadores de emulsão, torres de resfriamento para ar condicionado, entre outros — proporcionam ambientes de temperatura adequados para a multiplicação da Legionella. A água que contém um grande número de bactérias dispersa-se e espalha-se como aerossóis; por isso, deve ser dada atenção à localização das torres de resfriamento, à sua distância das entradas de ar fresco e à direção do vento; além disso, deve ser considerada a garantia de que não existam quartos ocupados com janelas abertas dentro da distância em que as gotas de água podem se dispersar.
A pneumonia por Legionella é uma pneumonia bacteriana aguda; a bactéria não cresce em meios de cultura comuns, sendo necessário o meio BCYE (extrato de levedura de carvão tamponado), o que dificulta o diagnóstico. Além disso, não responde aos antibióticos, evolui rapidamente para uma fase grave e é frequentemente difícil de tratar; a taxa de mortalidade das infeções adquiridas em ambientes fechados é de cerca de 20%, enquanto a das infeções adquiridas em hospitais é tão elevada quanto cerca de 50%.
- Vírus do sarampo
Entre as doenças exantemáticas infantis, a mais comum é a doença chamada “sarampo”. A sua causa é um vírus; após um período de incubação de cerca de 10 dias, surgem sintomas semelhantes aos de um resfriado, acompanhados de manchas de Koplik na mucosa bucal e febre — sintomas característicos de uma erupção sistémica. A infecciosidade é mais alta logo antes e depois do aparecimento da erupção; o vírus é disperso no ar, invade a mucosa respiratória e causa infeção por via aérea.
7.6 Departamento de Cirurgia
7.6.1 Separação de Zonas Limpas e Contaminadas no Departamento de Cirurgia
No departamento de cirurgia, deve ser estabelecido um zoneamento claro das áreas limpas e contaminadas no âmbito abrangido pelo ar condicionado, sendo desejável que, durante a gestão e operação, as linhas de fluxo limpas e as linhas de fluxo contaminadas não se cruzem.
[Comentário]
As disposições básicas no planeamento do departamento de cirurgia são grosseiramente classificadas da seguinte forma.
(1) Tipo de hall central. Este tipo foi maioritariamente utilizado na China no passado. As linhas de fluxo de pessoas (pacientes, equipa médica), suprimentos limpos (instrumentos cirúrgicos, curativos, etc.) e suprimentos usados estão todas concentradas no hall central, e não existe separação clara entre as rotas de circulação limpas e contaminadas. No entanto, se os suprimentos usados e outros itens forem embalados antes de serem transportados para fora, o ar condicionado deste tipo ainda é relativamente fácil de controlar.
(2) Tipo de abastecimento por corredor. Este tipo apenas separa a linha de fluxo de abastecimento limpo do tipo de hall central em (1), utilizando o corredor periférico como uma única rota de abastecimento dedicada a suprimentos limpos; é um tipo melhorado em que linhas de fluxo limpas e contaminadas são claramente distinguidas. O ar interior atinge um equilíbrio de fluxo sob a ação de pressões positivas e negativas.
(3) Tipo de recuperação por corredor. Ao contrário do tipo de abastecimento por corredor em (2), o hall dedicado à recuperação de suprimentos usados é alterado para um corredor localizado na periferia; é um modo único em que linhas de fluxo limpas e contaminadas são separadas. No interior do hall central de abastecimento, garanta que os suprimentos limpos e os cirúrgicos A linha de fluxo da equipa médica. Quando instalações de esterilização e lavagem das mãos forem instaladas no hall interno, deve ser dada atenção à exaustão local. A direção do fluxo de ar interior deve ser planeada de forma que o ar flua da pressão positiva para a pressão negativa.
(4) Tipo de abastecimento por hall. O hall de abastecimento dedicado exclusivamente a equipamento limpo é disposto no centro; isto constitui um método de via única para equipamento limpo e é possivelmente a linha de fluxo de abastecimento mais curta. O projeto equilibra as pressões de ar positivas e negativas para que o ar flua da pressão positiva para a negativa. Cirurgiões, pacientes e equipamento usado adotam a linha de fluxo no lado do corredor periférico e não entram no hall de abastecimento (limpo). Os lavatórios de escovagem estéril usados pelos cirurgiões são instalados no lado do corredor periférico, mantendo a limpeza do ar do hall de abastecimento.
7.6.2 Rotas de Atividade para Manutenção de Equipamentos de Ar Condicionado
A sala de máquinas de ar condicionado no interior do departamento deve preferencialmente ter uma estrutura que permita que a manutenção seja realizada a partir do exterior da área de gestão limpa.
[Notas Explicativas]
(1) Todo o departamento de cirurgia deve ser gerido e operado como uma área limpa. Por esta razão, ao projetar a sala de máquinas de ar condicionado interna, deve ser garantido que a entrada no interior do departamento limpo seja evitada. A rota de manutenção deve ser aquela que entra a partir da área geral. (2) O método consiste em posicionar a sala de máquinas de ar-condicionado fora da área adjacente ao departamento cirúrgico, ou diretamente acima ou diretamente abaixo do departamento cirúrgico. Para garantir uma rota de manutenção com entrada pela área geral, deve-se estudar a localização adequada da sala de máquinas de ar-condicionado.
(3) Ao renovar instalações existentes, unidades de circulação podem ser instaladas em ambientes internos; nesse caso, deve-se adotar uma estrutura capaz de manter a limpeza durante a manutenção sem contaminar a sala, ou considerar o método de instalação adequado.
7.6.3 Tratamento de Rotas de Circulação em Relação às Áreas Circundantes
Quando as rotas de circulação do departamento cirúrgico se conectam às de outras áreas, devem ser feitos arranjos que não comprometam a limpeza do ar interno.
[Notas Explicativas]
Quando pacientes, equipes médicas, equipamentos etc. entram no departamento cirúrgico provenientes de outras áreas médicas, a fim de manter a limpeza do ar dentro do departamento cirúrgico, são adotadas as seguintes contramedidas: a direção do fluxo de ar deve ser das áreas limpas do departamento cirúrgico para as áreas gerais circundantes:
(1) Na rota de entrada e saída de pacientes, deve haver uma ante-sala tampão e um dispositivo de transferência de pacientes.
(2) Na rota de entrada e saída da equipe médica, deve haver um vestiário que funcione como zona tampão de ar e transição da área geral para a área quase limpa. Além disso, além de atuar como zona tampão de ar, o vestiário também serve para troca de aventais cirúrgicos, toucas, máscaras, calçados e meias, etc. (chuveiros de ar ou dispositivos semelhantes são usados quando necessário para manter a limpeza do ar).
(3) Nas entradas e saídas de elevadores usados para transporte de equipamentos, deve ser fornecida uma ante-sala como zona tampão. Devido ao funcionamento do elevador, o ar do poço do elevador flui para a sala sob pressão; é desejável instalar um dispositivo de exaustão dentro da ante-sala. Além disso, quando equipamentos entram e saem de áreas com diferentes níveis de limpeza, devem ser fornecidas salas de desvio ou estruturas semelhantes.
(4) Quando pequenos transportadores (como carrinhos autopropelidos) entram pela entrada do departamento cirúrgico, medidas para bloquear o fluxo de ar para dentro da sala devem ser adotadas na rota de deslocamento, como a instalação de uma cortina de ar.
7.6.4 Ambiente de Ar-Condicionado de Salas Cirúrgicas Gerais
As salas cirúrgicas gerais devem manter pressão positiva em relação às salas circundantes, enquanto se dá atenção à limpeza do ar interno, à temperatura e à umidade.
[Notas Explicativas]
(1) Para garantir a limpeza Classe II ao redor da mesa cirúrgica, são instaladas no teto saídas de ar de insuflação equipadas com filtros HEPA ou filtros de subalta eficiência, e o volume de ar de circulação interna atinge uma taxa de renovação de ar de 20 vezes/hora ou mais.
(2) As saídas de ar de retorno nas paredes internas da sala cirúrgica devem, preferencialmente, ser dispostas de forma uniforme, com a borda inferior das saídas acima do nível do piso e a borda superior abaixo da mesa cirúrgica, para que o fluxo de ar insuflado pelo teto cubra a mesa cirúrgica. Em princípio, também deve ser instalado um dispositivo para exaustão de gás anestésico residual.
(3) Quando se utiliza gás anestésico e não há dispositivo para exaustão de gás anestésico residual, um pequeno suprimento de ar fresco causará o aumento da concentração de gás anestésico na sala; recomenda-se que o volume de ar fresco suprido seja de 10 renovações de ar/hora ou mais.
(4) As condições de temperatura e umidade dentro da sala cirúrgica são definidas conforme a Tabela 7.6 (omitida); a temperatura e a umidade de cada sala cirúrgica devem poder ser ajustadas conforme a variação do tipo de procedimento cirúrgico. Os valores de temperatura na tabela são os usados para cirurgia geral em adultos; para cirurgia pediátrica é de aproximadamente 30℃, para transplante de órgãos aproximadamente 20℃, e assim por diante. Além disso, durante cirurgias cardíacas, vasculares e similares, a temperatura da sala deve ser reduzida rapidamente (de 25℃ para 19℃ em 30min). Para evitar condensação e a sensação de frio entre os ocupantes da sala, medidas como aumentar a área de insuflação de ar e reduzir a diferença de temperatura do ar insuflado devem ser adotadas.
(5) As salas cirúrgicas gerais devem ter uma construção que mantenha pressão positiva em relação a áreas circundantes como corredores periféricos. A pressão positiva/negativa na sala tem como valor padrão aquele com a porta fechada; quando a porta está aberta, a pressão de projeto da sala não é garantida. Ao manter a pressão positiva, a pressão da sala deve ser pelo menos 15Pa (1,5mmH₂O) maior que a das áreas circundantes. Quando um condicionador de ar atende a várias salas cirúrgicas, a fim de manter a pressão positiva quando uma sala cirúrgica não está em uso, é desejável adotar um método de controle de operação de volume de ar variável. No entanto, quando apenas uma unidade de ar-condicionado é instalada para atender a todas as salas cirúrgicas, o impacto em caso de falha é grande, por isso é desejável usar pelo menos duas ou mais unidades operando separadamente.
(6) Após a conclusão da cirurgia, os seguintes métodos de desinfecção estão disponíveis para o interior da sala cirúrgica.
Solução desinfetante: Friccione o piso, as paredes e os equipamentos com solução desinfetante. Durante a operação de fricção, a fim de capturar partículas em suspensão no ar e encurtar o tempo necessário para o trabalho de limpeza, é desejável executar a fricção enquanto o ar-condicionado estiver em funcionamento. Lâmpadas germicidas: Os alvos da esterilização são os microrganismos aderidos ao interior da sala e às superfícies dos instrumentos médicos. No entanto, a dose de irradiação sobre os microrganismos transportados pelo ar é reduzida, pelo que não é possível esperar um efeito esterilizante. A solução consiste em utilizar equipamentos de ar condicionado para atuar sobre os microrganismos transportados pelo ar e filtrá-los através de filtros HEPA. Além disso, na esterilização ultravioleta comum, não é exercido qualquer efeito em áreas que não sejam as irradiadas diretamente a curta distância (como as áreas sombreadas e a parte inferior dos objetos).
(7) Quanto aos métodos de desinfeção do interior da sala de operações com formol, ozono, etc., como a vedação completa é muito difícil, podem ocorrer fugas para o exterior através das condutas e das portas, o que dificulta a sua utilização na prática.
7.6.5 Ambiente de Ar Condicionado das Salas de Operações Biologicamente Limpas
A sala de operações biologicamente limpa é a sala de operações com a classe de limpeza do ar mais elevada do hospital. Para garantir a sua limpeza de Classe Ⅰ, é necessário configurar o fluxo de ar interior no modo de fluxo laminar.
[Notas Explicativas]
(1) As salas de operações biologicamente limpas possuem dois modos, fluxo laminar horizontal e fluxo laminar vertical, cada um com as seguintes características.
① Modo de fluxo laminar horizontal (Figura 7.6-5). O paciente na mesa operatória deve ser mantido na área limpa, posicionado o mais próximo possível do lado a jusante. Durante a cirurgia, a disposição da equipa médica e dos equipamentos no lado a montante não deve perturbar o fluxo laminar, devendo ficar limitada ao interior da área limpa.
② Modo de fluxo laminar vertical (Figura 7.6-6)
Este modo mantém uma área limpa sem sombras acima do paciente; em comparação com o fluxo laminar horizontal, a sua velocidade de ar de insuflação é estável e o ruído na sala de operações também é inferior. O formato da lâmpada sem sombras suspensa no teto irá afetar o campo de fluxo e causar perturbações (Figura 7.6-7). Além disso, o cirurgião forma uma obstrução acima da ferida cirúrgica, o que tende a gerar fluxo turbulento, dificultando a manutenção da limpeza.
Em suma, é necessário estudar aprofundadamente a correlação entre o modo adotado e o tipo de cirurgia. Para materiais de referência sobre a utilização de salas de operações assépticas, consulte as Diretrizes para a Utilização de Salas de Operações Biologicamente Limpas (1979) da Sociedade de Instrumentos Médicos.
(2) Para garantir a limpeza de Classe Ⅰ ao redor da mesa operatória, ambos os modos estão equipados com filtros HEPA. Os padrões de velocidade do ar de insuflação são: 0,45 m/s para o fluxo laminar horizontal e 0,35 m/s para o fluxo laminar vertical.
Figura 7.6-5 Sistema de fluxo laminar horizontal
Figura 7.6-6 Sistema de fluxo laminar vertical
Figura 7.6-7 Variação do fluxo laminar em função do formato da lâmpada sem sombras
(3) Para garantir a classe de limpeza do ar de forma mais fiável, o pó gerado pelo corpo humano deve ser removido. Pode ser utilizada uma bata de exaustão de corpo inteiro que cobre todo o corpo, ligada a um dispositivo de exaustão através de uma mangueira de exaustão. Para melhorar a eficácia da limpeza do ar na superfície operatória cirúrgica, o cirurgião não deve bloquear a superfície operatória cirúrgica.
(4) Podem ser utilizados os seguintes métodos para melhorar a limpeza do ar do fluxo laminar vertical:
① Método da parede de cortina. Uma parede de cortina envolve a área ao redor da saída de ar de insuflação no teto, pendurada até cerca de 2 m acima do piso para reduzir o fluxo turbulento. Para melhorar ainda mais o efeito, as cortinas de plástico são estendidas até perto do piso. O cirurgião não deve bloquear a superfície operatória cirúrgica e, neste caso, também se torna difícil operar equipamentos radiológicos e similares durante a cirurgia.
② Método da cortina de ar periférica. É instalada uma cortina de ar para substituir a parede de cortina periférica descrita acima. Este método tende a gerar fluxo turbulento em algumas áreas e também aumenta o ruído no interior da sala de operações.
Em suma, é necessário estudar aprofundadamente a correlação entre o método adotado e o tipo de cirurgia.
(5) Deve ser mantida uma pressão positiva no interior da sala de operações em relação às áreas circundantes; deve ser instalado um amortecedor de pressão diferencial (válvula de alívio de pressão), e o volume de ar excedente acima de 500 m³/h deve ser ajustado. O equilíbrio do ar neste local deve ser devidamente mantido constante, independentemente de outras salas de operações estarem em utilização.
(6) As condições de temperatura e humidade no interior da sala de operações são as mesmas de uma sala de operações geral. Nos primeiros sistemas de fluxo laminar horizontal, o nível de ruído máximo permitido à velocidade do ar é de 50 dB(A), sendo desejável reduzi-lo o mais próximo possível do limite inferior.
(7) É desejável dispor de uma antecâmara na entrada e na saída da sala de operações biologicamente limpa, que funcione como zona de amortecimento para o ar condicionado em relação às salas circundantes.
(8) A Tabela 7.6-1 apresenta as diferenças nas taxas de infeção causadas pelas condições da sala de operações. Tabela 7.6-1 Diferenças nas Taxas de Infeção Causadas pelas Condições da Sala de Operações
| Grupo de controlo N.º de operações |
Grupo de controlo N.º de infeções |
Grupo de controlo Taxa de infeção (A) |
Sistema UCA N.º de operações |
Sistema UCA N.º de infeções |
Sistema UCA Taxa de infeção (B) |
(A)/(B) | Nível de P | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Baixa contagem bacteriana no ar | 2644 | 47 | 2,0 | 1604 | 16 | 1,0 | 2,0 | <0,02 (1,1~3,6) |
| Contagem bacteriana muito baixa no ar | 2635 | 34 | 1,3 | 2133 | 6 | 0,3 | 4,5 | <0,001 (1,8~11) |
| Grupo total | 4133 | 63 | 1,5 | 3922 | 23 | 0,6 | 2,6 | <0,011 (1,6~4,2) |
Nota: 1) Projeto de sistemas de ventilação para salas de operações. Willian Whgte et al. Traduzido por Inoue Uichi. Air Cleaning, Vol. 20, N.º 3, 1983.
-
UCA (Ultra Clean Air) designa ar ultralimpo. Os valores padrão para contagens de bactérias aerotransportadas estabelecidos pelo Conselho de Pesquisa Médica, órgão vinculado ao Departamento de Saúde do Reino Unido, são: a contagem bacteriana na saída do filtro terminal não deve ser superior a 1 por 1 m³. Durante a cirurgia, a contagem bacteriana no ar próximo à ferida cirúrgica não deve ser superior a 10 por 1 m³, e na faixa circundante de 3 m, não deve ser superior a 10 por 1 m³.
-
Para outros experimentos, o grupo de controle é adotado como referência.
7.6.6 Ambiente de Ar Condicionado de Salas Cirúrgicas para Doenças Infecciosas
Em uma sala cirúrgica para doenças infecciosas, é necessário impedir que microrganismos patogênicos escapem para fora do ambiente.
[Comentário]
(1) A sala cirúrgica para doenças infecciosas deve ser uma área limpa que garanta classe II de limpeza do ar.
(2) Em cirurgias de pacientes com tuberculose, sarampo ou catapora, a sala deve ser mantida em pressão negativa, pois a infecção é transmitida pelo ar. Nesses casos, é recomendável disponibilizar uma antessala limpa para impedir a entrada de ar externo contaminado. Além disso, ao realizar cirurgias em pacientes com infecções transmitidas pelo sangue, como pacientes HIV positivos, portadores de hepatite B e C e de sífilis, não há inconvenientes em manter a pressão positiva.
(3) Quando a sala cirúrgica para doenças infecciosas é configurada para permitir a alternância entre pressão positiva e negativa, é recomendável disponibilizar, na entrada/saída, uma antessala com pressão de ar superior à da sala cirúrgica como zona de amortecimento.
(4) Para os sistemas de ar condicionado de salas cirúrgicas para doenças infecciosas, é recomendável que cada um seja um sistema independente.
7.7 Departamento Perinatal
7.7.1 Ambiente de Ar Condicionado do Departamento Perinatal
Cada sala do departamento perinatal deve manter a limpeza do ar correspondente à sua respectiva função.
[Comentário]
(1) O departamento perinatal abrange o período de 28 semanas de gestação até 7 dias após o parto, e é um setor que oferece gestão integral ao feto, ao recém-nascido e à mãe.
(2) A sala de parto e salas relacionadas, como sala de preparo, sala de banho e sala de recuperação, devem dispor de ar condicionado que funcione continuamente por 24h, e devem ter uma construção capaz de garantir classe III de limpeza. Quando uma cirurgia é realizada na sala de parto devido a parto anormal ou situações semelhantes, deve ser garantida classe II de limpeza ao redor da mesa de parto.
(3) Nos últimos anos, também são observadas enfermarias do tipo LDR, nas quais o trabalho de parto, o parto e a recuperação ocorrem todos em uma única sala, ao longo de todo o processo desde a internação até a alta. Ao coordenar o projeto de ar condicionado, devem ser realizadas consultas suficientes com o empreiteiro da obra para que as funções do ar condicionado não sejam prejudicadas.
(4) O berçário de recém-nascidos difere da enfermaria pediátrica; sua limpeza do ar interno é a mesma das enfermarias gerais.
(5) O berçário de recém-nascidos requer uma temperatura interna de cerca de 30℃ inclusive no verão; isso deve ser amplamente discutido com as partes envolvidas.
7.7.2 Ambiente de Ar Condicionado da Sala de Prematuros
Para enfermarias que acomodam prematuros e outros pacientes com resistência baixa, deve ser mantida a limpeza do ar correspondente à função de cada sala. [Comentário]
(1) Para a sala de prematuros e a UTIN (Unidade de Terapia Intensiva Neonatal), deve ser garantida classe Ⅲ de limpeza.
Quando os pacientes estão alojados em incubadoras para prematuros, é recomendável que a temperatura da sala seja definida em 27℃ no verão e 26℃ no inverno, ligeiramente superior à das enfermarias gerais. A umidade relativa deve ser de 50% tanto no verão quanto no inverno.
(2) Para manter a limpeza do ar das diversas salas relacionadas à sala de prematuros, à UTIN e ao berçário de recém-nascidos (sala de preparo de fórmulas, sala de isolamento, sala de enfermagem, sala de banho, sala de observação, etc.), são previstas paredes divisórias na edificação. Para facilitar o trabalho da equipe e a monitorização mútua, essas paredes divisórias devem, de preferência, ser feitas de materiais transparentes como vidro. Deve-se dar atenção especial à temperatura e umidade das divisórias de vidro no inverno, para que não se forme condensação em suas superfícies.
7.8 Departamento de Recuperação
7.8.1 Ambiente de Ar Condicionado das Diversas Salas de Terapia
No departamento de recuperação, como os conteúdos de tratamento e as condições de ar condicionado diferem, o planejamento do ar condicionado deve ser realizado de acordo com as condições ambientais internas de cada respectiva sala.
[Comentário]
(1) Nas salas de hidroterapia, os pacientes usam trajes de banho, e correntes de ar frio devem ser evitadas, especialmente no inverno. Como medida de contenção, é recomendável instalar equipamentos de aquecimento com efeito radiante.
(2) Quando for gerada uma grande quantidade de vapor de água, é necessário consultar amplamente os profissionais ligados à edificação para evitar a condensação na superfície do teto.
No verão, devido ao sistema de recirculação e ao aumento da carga do ar condicionado, deve ser realizado um estudo aprofundado quando da instalação dos dutos de ar de retorno. Além disso, como o vapor de água causa corrosão nos equipamentos, dutos e sistemas elétricos, resultando em sua deterioração, deve-se ter atenção suficiente e elaborar um plano de proteção.
(3) Quanto aos dutos de ar de retorno das salas de hidroterapia, como se presume que as gotas de água também contenham Legionella, é recomendável que elas não entrem nos sistemas de recirculação de outras salas.
(4) Nas salas de terapia por exercícios, nos casos em que são disponibilizadas áreas para os pacientes treinarem descalços, especialmente no inverno, a temperatura da superfície do piso dessas áreas de treinamento deve, de preferência, ser mantida 2~4℃ mais alta que a temperatura da sala; a instalação de piso aquecido é um dos métodos possíveis. (5) Nas salas de terapia ocupacional, além de trabalhos estáticos como trabalhos com fios e cordas e artesanato em papel japonês, existem casos em que são realizados treinamentos de atividades dinâmicas como marcenaria, metalurgia e cerâmica. Durante as atividades dinâmicas, é gerada poeira, e também podem ser liberados gases provenientes de solventes orgânicos, por isso deve ser disponibilizada ventilação local adequada. Quando são instalados fornos elétricos para cerâmica e equipamentos similares, a temperatura da sala aumenta por influência da radiação térmica, e o sistema de climatização deve levar esse fator em devida consideração.
7.12 Departamento de Suprimentos
7.12.1 Ambiente de climatização da Central de Suprimentos
Devido à diferença entre os conteúdos de trabalho, as classes de limpeza, condições de temperatura e umidade, entre outros fatores, também são distintas, devendo ser mantido um ambiente adequado ao sistema de climatização zoneado.
[Comentário]
(1) Nas áreas onde são expostos equipamentos e materiais limpos e esterilizados, deve ser garantida a classe de limpeza do ar Classe Ⅱ. A limpeza do ar das áreas de uso de recipientes de esterilização, ou das áreas destinadas a itens não esterilizados, lavagem, montagem, entre outras atividades, deve ser classificada como Classe Ⅳ (ver Tabela 2.1-1 (omitida)).
(2) Nas áreas de lavagem são instalados equipamentos como máquinas de lavar automáticas e sistemas de linha de montagem. Devido ao uso de água quente, vapor, entre outros insumos, e ao calor gerado pelas máquinas, a sala se torna um ambiente de alta temperatura e alta umidade. É obrigatória a instalação de sistema de climatização, devendo ser adotadas medidas para manter um ambiente de trabalho adequado.
(3) Quando autoclaves são instaladas nas áreas de montagem e áreas de esterilização, a região do entorno fica com temperatura elevada devido ao calor emitido pelos próprios corpos das máquinas. Para evitar que o gás aquecido se difunda por toda a sala, como mostrado na Figura 7.12-1, são instaladas partições suspensas ao redor das autoclaves, e o espaço interno é totalmente ventilado.
É recomendada a instalação de equipamentos de resfriamento dentro da zona, entre outros dispositivos, de acordo com as condições locais de cada área.
(4) Do ponto de vista arquitetônico, em relação ao calor gerado pelas autoclaves, para evitar que o calor seja conduzido para os andares superior e inferior, deve ser aplicado material isolante térmico nas lajes de piso; ao mesmo tempo, para evitar que o calor escape para o exterior, é recomendada a instalação de partições suspensas com separação de ar ao redor das autoclaves, a fim de capturar o vapor de água e remover o calor.
(5) Para a instalação de uma autoclave, são necessárias tubulações de vapor, tubulações de abastecimento de água, além de tubos de exaustão e tubos de drenagem independentes que descarregam os resíduos para o exterior. Como os tubos de exaustão e drenagem transportam fluidos com temperatura superior a 100 ℃, as tubulações e seus trajetos devem ser isolados termicamente para não causar impactos ao entorno (Figura 7.12-2).
(6) Existem também modelos de autoclave que não necessitam de ligação a um sistema central de tubulações, pois possuem caldeiras integradas de fábrica; para esses modelos, deve ser considerada a gestão do calor gerado pela caldeira.
(7) O gás de exaustão dos esterilizadores a gás de óxido de etileno (esterilizadores EOG) é tóxico, inflamável e corrosivo; os materiais dos dutos e os ventiladores utilizados devem ser específicos para essa finalidade, e definidos após consulta minuciosa ao fabricante.
Figura 7.12-1 Exemplo de instalação de autoclave Figura 7.12-2 Exemplo de tubulação no entorno de uma autoclave
Tabela 7.2 Condições de cada sala do departamento de emergência
| Zona, Sala | Classe de limpeza | Padrão de volume de ar mínimo: Taxa de ar exterior, vezes/h | Padrão de volume de ar mínimo: Taxa de ar total, vezes/h | Padrão de volume de ar mínimo: Observações | Pressão da sala (P: positiva E: igual N: negativa) | Instalação de unidades de recirculação da sala (○: permitido ×: não permitido □: observação) | Condições de temperatura e umidade: Verão - Temperatura/°C | Condições de temperatura e umidade: Verão - Umidade/% | Condições de temperatura e umidade: Inverno - Temperatura/°C | Condições de temperatura e umidade: Inverno - Umidade/% | Condições de temperatura e umidade: Observações | Nível de ruído permissível/dB(A) | Observações gerais |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Hall da entrada principal de emergência (incluindo vestíbulo) | IV | 3 | 8 | P | ○ | 27 26 | 50 | 20 22 | 50 | 50 | É permitida a instalação de unidades de recirculação equipadas com filtros HEPA | ||
| Hall de emergência | IV | 3 | 8 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 50 | |||
| Sala de espera de consulta externa | VI | 2 | 6 | E | ○ | 50 | 50 | 45 | Atenção à pressurização e a vazamentos de ar | ||||
| Sala de exames | IV | 3 | 8 | E | ○ | 26 | 50 | 24 | 50 | 45 | |||
| Sala de tratamento (sala de cirurgia de emergência) | II | 5 | 20 | 1) | P~E | □ | 24~26 | 50 | 22~24 | 50 | 5) | 45 | |
| Posto de enfermagem | IV | 2 | 6 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de esclarecimentos | VI | 2 | 6 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 40 | |||
| Sala de radiografia | IV | 2 | 6 | E | ○ | 26 | 50 | 24 | 50 | 45 | |||
| Sala de radiografia, sala de controle | IV | 2 | 6 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de análises de emergência e amostras | IV | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 |
Tabela 7.2 (continuação)
| Zona, Sala | Classe de limpeza | Padrão de volume de ar mínimo: Trocas de ar fresco/h | Padrão de volume de ar mínimo: Trocas de ar total/h | Padrão de volume de ar mínimo: Observações | Pressão interna (P: positiva E: nula N: negativa) | Instalação de unidades de circulação interna (○: sim ×: não □: observação) | Condições de temperatura e umidade: Verão - Temperatura/℃ | Condições de temperatura e umidade: Verão - Umidade/% | Condições de temperatura e umidade: Inverno - Temperatura/℃ | Condições de temperatura e umidade: Inverno - Umidade/% | Observações | Nível de ruído permissível/dB(A) | Observações gerais |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Recepção de emergência, escritório | Ⅳ | 2 | 6 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de conferências | Ⅵ | 2 | 6 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de descanso de médicos e enfermeiros | Ⅵ | 2 | 6 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de plantão | Ⅵ | 2 | 6 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 40 | |||
| Sala de armazenamento de equipamentos | Ⅵ | 2 | 6 | E | — | — | — | — | — | 45 | |||
| Sala de eliminação de resíduos | Ⅴ | — | 15 | N | — | — | — | — | — | 50 | |||
| Banheiros de funcionários e visitantes | Ⅵ | — | 15 | N | — | — | — | — | — | 50 | |||
| A enfermaria de emergência segue o padrão das enfermarias gerais |
- Ao tratar pacientes com doenças infecciosas, etc., é desejável que o sistema de ar condicionado tenha exaustão total para manter a pressão negativa.
- É desejável o ajuste individual de temperatura.
Tabela 7.4 Condições de cada sala no departamento de laboratório ① [Exame de amostras]
| Zona, Sala | Classe de limpeza | Padrão mínimo de volume de ar: Renovações de ar fresco/h | Padrão mínimo de volume de ar: Total de renovações de ar/h | Padrão mínimo de volume de ar: Notas | Pressão interna (P: positiva E: nula N: negativa) | Instalação de unidades de circulação interna (○: sim ×: não) | Condições de temperatura e umidade: Temperatura no verão/℃ | Condições de temperatura e umidade: Umidade no verão/% | Condições de temperatura e umidade: Temperatura no inverno/℃ | Condições de temperatura e umidade: Umidade no inverno/% | Notas | Nível de ruído permissível/dB(A) | Observações |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| [Exame de amostras] | |||||||||||||
| Sala de recebimento e acumulação de amostras | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de exame geral (urina) | Ⅳ | Exaustão total | 10 | N | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de exame bioquímico | Ⅳ | Exaustão total | 10 | N | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de exame de sangue | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de exame de soro | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de armazenamento de reagentes | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de armazenamento de produtos farmacêuticos refrigerados | Ⅳ | 2 | 8 | E | ○ | <30 | 50 | <30 | 50 | 50 | |||
| Sala de processamento de dados | Ⅳ | 2 | 8 | E | ○ | 25 | 50 | <25 | 50 | 50 | |||
| Sala de exame de coagulação sanguínea | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de coleta de sangue | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 23 | 50 | 45 | |||
| Sala de coleta de urina | Ⅴ | Exaustão total | 15 | N | — | 27 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de equipamentos de exame | Ⅵ | 2 | 6 | E | — | — | — | — | — | 45 | |||
| Sala de lavagem de equipamentos | Ⅵ | Exaustão total | 6 | N | × | 26 | 50 | 22 | 50 | 50 | |||
| Sala de funcionários | Ⅵ | 2 | 6 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Banheiro de funcionários | Ⅶ | — | 10 | N | — | — | — | — | — | 50 | |||
| Vestiário de funcionários | Ⅵ | 2 | 6 | E | ○ | 27 | 50 | 20 | 50 | 45 | |||
| Sala de exame bacteriológico | Ⅴ | Exaustão total | 12 | N | × | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | N+ indica pressão relativamente positiva em comparação com a sala de exame bacteriológico, etc. | ||
| Ante-sala da sala de exame bacteriológico | Ⅳ | Exaustão total | 8 | N+ | × | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de exame P3 | Ⅴ | Exaustão total | 15 | N | × | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Vestiário de funcionários | Ⅵ | 2 | 6 | E | ○ | 27 | 50 | 20 | 50 | 45 | |||
| Banheiro de funcionários | Ⅶ | — | 10 | N | — | — | — | — | — | 50 | |||
| Sala de funcionários | Ⅵ | 2 | 6 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Banheiro ou chuveiro de funcionários | Ⅶ | — | 6 | N | — | — | — | — | — | 50 |
Tabela 7.4 Condições de Cada Sala no Departamento de Exames ② [Exame Patológico]
| Zona, Sala | Classe de limpeza | Padrão mínimo de volume de ar: Volume de ar fresco, vezes/h | Padrão mínimo de volume de ar: Volume total de ar, vezes/h | Notas | Pressão interna (P: positiva E: nula N: negativa) | Instalação de unidades de circulação interna (○: sim ×: não) | Condições de temperatura e umidade: Temperatura no verão/℃ | Condições de temperatura e umidade: Umidade no verão/% | Condições de temperatura e umidade: Temperatura no inverno/℃ | Condições de temperatura e umidade: Umidade no inverno/% | Notas | Nível de ruído permissível/dB(A) | Observações |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| [Exame Patológico] | |||||||||||||
| Sala de recebimento e coleta de amostras | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de corte de secções | Ⅴ | Exaustão total | 12 | N | × | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de inclusão em parafina | ⅤⅤ | Exaustão total | 12 | N | × | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de micrótomo | Ⅴ | Exaustão total | 10 | N | × | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de coloração | Ⅴ | Exaustão total | 12 | N | × | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de armazenamento de tecidos | Exaustão total | 12 | N | × | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | ||||
| Sala de microscopia eletrônica | Ⅳ | 2 | 7 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | Atenção à vibração | ||
| Câmara escura de microscopia eletrônica | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de preparação para microscopia eletrônica | Ⅳ | 2 | 7 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de exame de cromossomos | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de citodiagnóstico | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de histodiagnóstico | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de eliminação de resíduos | Ⅴ | — | 15 | N | — | — | — | — | — | 50 | |||
| Sala de funcionários | Ⅵ | 2 | 6 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Vestiário de funcionários | Ⅵ | 2 | 6 | E | ○ | 27 | 50 | 20 | 50 | 45 | |||
| Banheiro de funcionários | Ⅶ | — | 10 | N | — | — | — | — | — | 50 | |||
| Sala de autópsia (pacientes gerais) | Ⅴ | Exaustão total | 15 | N | × | 24 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de autópsia (pacientes com doenças infecciosas) | Ⅴ | Exaustão total | 20 | N | × | 24 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Ante-sala de preparação | Ⅳ | Exaustão total | 10 | E | × | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Vestiário de funcionários | Ⅳ | 2 | 6 | E | ○ | 27 | 50 | 20 | 50 | 45 | |||
| Banheiro de funcionários | Ⅴ | — | 10 | N | — | — | — | — | — | 50 | |||
| Sala de funcionários | Ⅳ | 2 | 6 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de lavagem | Ⅴ | Exaustão total | 10 | N | × | 26 | 50 | 22 | 50 | 50 | |||
| Sala de armazenamento de equipamentos | Ⅵ | 2 | 6 | E | — | — | — | — | — | 45 | |||
| Banheiro ou chuveiro para funcionários | Ⅶ | — | 6 | N | — | — | — | — | — | 50 | |||
| Sala de preparo de amostras | Ⅴ | Exaustão total | 10 | N | × | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de armazenamento de amostras | Ⅴ | Exaustão total | 6 | N | × | <30 | 50 | <25 | 50 | 45 | |||
| Tabela 7.4 Condições de Cada Sala no Departamento de Exames ③ [Exame de Função Fisiológica] |
| Área, Sala | Classe de Limpeza | Padrão mínimo de volume de ar: Renovações de ar fresco/h | Padrão mínimo de volume de ar: Renovações totais de ar/h | Observações | Pressão da sala (P: Pressão positiva E: Pressão nula N: Pressão negativa) | Instalação de unidades de circulação interna (○: Sim ×: Não) | Condições de temperatura e umidade: Temperatura no verão/℃ | Condições de temperatura e umidade: Umidade no verão/% | Condições de temperatura e umidade: Temperatura no inverno/℃ | Condições de temperatura e umidade: Umidade no inverno/% | Condições de temperatura e umidade: Observações | Nível de ruído admissível /dB(A) | Notas |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| [Exame de Função Fisiológica] | |||||||||||||
| Recepção e Escritório | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | * indica relação com o efeito de blindagem; a instalação é difícil. | ||
| Sala de Exame de Líquido Cefalorraquidiano | Ⅳ | 2 | 7 | E | * | 26 | 50 | 23 | 50 | 35 | |||
| Sala de Controle da Sala de Exame de Líquido Cefalorraquidiano | Ⅳ | 2 | 7 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 40 | |||
| Sala de Eletrograma Vascular | Ⅳ | 2 | 7 | E | * | 26 | 50 | 23 | 50 | 35 | |||
| Sala de Controle da Sala de Eletrograma Vascular | Ⅳ | 2 | 7 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 40 | |||
| Sala de Eletrocardiograma | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 23 | 50 | 40 | |||
| Sala de Eletrocardiograma de Esforço | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 25 | 50 | 23 | 50 | 40 | |||
| Sala de Exame de Resposta Auditiva do Tronco Encefálico | Ⅳ | 2 | 7 | E | ○ | 26 | 50 | 23 | 50 | 40 | |||
| Sala de Controle da Sala de Exame de Resposta Auditiva do Tronco Encefálico | Ⅳ | 2 | 7 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 40 | |||
| Sala de Termômetro de Autoregistro | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 23 | 50 | 40 | |||
| Sala de Controle da Sala de Termômetro de Autoregistro | Ⅳ | 2 | 7 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 40 | |||
| Sala de Espera | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de Exame de Função de Equilíbrio | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 23 | 50 | 40 | |||
| Sala de Exame de Função Respiratória | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 23 | 50 | 40 | |||
| Sala de Exame de Ultrassom | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 23 | 50 | 40 | |||
| Sala de Leitura de Filmes | Ⅵ | 2 | 7 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de Exame de Endoscopia (Alta) | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 24 | 50 | 45 | |||
| Sala de Exame de Endoscopia (Baixa) | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 24 | 50 | 45 | |||
| Área de Espera Secundária | Ⅳ | 3 | 10 | 1) | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | ||
| Vestiário (para Pacientes) | Ⅳ | 2 | 7 | E | ○ | 27 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de Tratamento Endoscópico | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 24 | 50 | 45 | |||
| Banheiro para Pacientes | Ⅴ | — | 15 | N | — | —26 | — | — | — | 50 | |||
| Sala de Lavagem | Ⅴ | Exaustão total | 10 | N | × | 50 | 22 | 50 | 50 | ||||
| Sala de Materiais Contaminados | Ⅴ | — | 15 | N | — | — | — | — | — | 50 | |||
| Sala de Armazenamento de Endoscópios | Ⅳ | 2 | 7 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de Trabalho de Preparo | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de TV de Endoscopia | Ⅳ | 3 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de Controle de Endoscópios | Ⅳ | 2 | 7 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de Equipamentos (Antes do Uso) | Ⅳ | 2 | 7 | E | — | — | — | — | — | 45 | |||
| Sala de Equipamentos (Após o Uso) | Ⅳ | 2 | 7 | E | — | — | — | — | — | 45 | |||
| Sala de Funcionários | Ⅵ | 2 | 7 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de Reuniões | Ⅵ | 2 | 7 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de Sono | Ⅳ | 2 | 7 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 40 | |||
| Sala de Lavagem de Cabelo | Ⅴ | 2 | 7 | N | — | 27 | 50 | 22 | 50 | 45 |
- A exaustão total também pode ser utilizada para controle de odores.
Tabela 7.6 Condições de Cada Sala no Departamento Cirúrgico①
| Zona, Sala | Classe de limpeza | Padrão mínimo de volume de ar: Renovações de ar exterior/h | Padrão mínimo de volume de ar: Renovações totais de ar/h | Padrão mínimo de volume de ar: Observações | Pressão interna (P: pressão positiva E: pressão nula N: pressão negativa) | Instalação de unidades de circulação interna (○: permitido ×: proibido □: nota) | Condições de temperatura e umidade: Temperatura no verão/℃ | Condições de temperatura e umidade: Umidade no verão/% | Condições de temperatura e umidade: Temperatura no inverno/℃ | Condições de temperatura e umidade: Umidade no inverno/% | Condições de temperatura e umidade: Observações | Nível de ruído permissível/dB(A) | Notas |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Antecâmara de Entrada | Ⅳ | 2 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | □ indica que é permitida a instalação de grupos de unidades de circulação equipados com filtros de alta eficiência, etc. | ||
| Área de Transferência | Ⅲ | 3 | 15 | P | □ | 26 | 50 | 24 | 50 | 45 | |||
| Vestiário | Ⅳ | 2 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Chuveiro do vestiário | Ⅴ | — | 10 | N | — | — | — | — | — | 50 | |||
| Banheiro do vestiário | Ⅴ | — | 10 | N | — | — | — | — | — | 50 | |||
| Sala de Descanso dos Funcionários | Ⅳ | 2 | 8 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de Controle | Ⅳ | 2 | 8 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Corredor Interno (zona limpa) | Ⅲ | 3 | 15 | P | □ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala Cirúrgica Geral | Ⅱ | 5 | 20 | 1) | P | □ | 24~26 | 50 | 22~26 | 50 | 3) | 45 | P+ indica diferença de pressão positiva em relação à antecâmara |
| Sala de Escovação Estéril | Ⅲ | 5 | 15 | P | □ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de preparo de instrumentos | Ⅱ | 5 | 20 | P | □ | 24 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de operação asséptica | Ⅰ | 5 | 2) | 1) | P+ | — | 24~26 | 50 | 22~26 | 50 | 3) | 50 | |
| Antecâmara da sala de operação asséptica | Ⅲ | 3 | 15 | P | □ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de operação para doenças infecciosas | Ⅱ | Exaustão total | 20 | N | × | 24~26 | 50 | 22~26 | 50 | 3) | 45 | Sistema separado | |
| Vestiário da sala de operação para doenças infecciosas | Ⅳ | 2 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de banho da sala de operação para doenças infecciosas | Ⅴ | — | 10 | N | — | — | — | — | — | 50 | |||
| Sala de lavagem da sala de operação para doenças infecciosas | Ⅴ | — | 10 | N | × | 26 | 50 | 22 | 50 | 50 | |||
| Antecâmara da sala de operação para doenças infecciosas | Ⅲ | 3 | 15 | P | □ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de operação radiográfica | Ⅲ | 2 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de fornecimento de materiais | Ⅱ | 5 | 20 | P | □ | 24 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de coleta de materiais | Ⅲ | 3 | 15 | E | □ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de lavagem primária de materiais | Ⅲ | Exaustão total | 10 | N | — | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de materiais, sala de armazenamento de equipamentos de grande porte | Ⅲ | 2 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de máquinas de anestesia, sala de equipamentos eletromédicos | Ⅲ | 2 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 20 | 50 | 45 | |||
| Sala de exame de emergência | Ⅳ | 2 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de recuperação | Ⅲ | 3 | 10 | P | □ | 26 | 50 | 26 | 50 | 40 | |||
| Sala de anestesia | Ⅳ | 2 | 8 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | |||
| Sala de informação a familiares | Ⅳ | 2 | 8 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 40 | |||
| Área de descanso para familiares | Ⅳ | 2 | 8 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 40 |
-
Para casos em que uma quantidade maior de ar externo também é necessária para exaurir gases anestésicos e odores.
-
Determinado pela velocidade do ar de insuflamento (fluxo laminar vertical 0,35 m/s, fluxo laminar horizontal 0,45 m/s) e pela área de insuflamento de ar.
-
Para cirurgias de baixa temperatura e cirurgias em condições de alta temperatura e alta umidade, é necessário atender às condições médicas. Tabela 7.6 Condições das salas do departamento cirúrgico②
| Área, Sala | Classe de limpeza | Padrão mínimo de volume de ar: renovações de ar fresco/h | Padrão mínimo de volume de ar: renovações de ar total/h | Padrão mínimo de volume de ar: observações | Pressão interna (P: pressão positiva, E: pressão igual, N: pressão negativa) | Instalação de unidades de recirculação interna (○: permitido, ×: não permitido, □: ver observação) | Condições de temperatura e umidade, Verão, Temperatura/℃ | Condições de temperatura e umidade, Verão, Umidade/% | Condições de temperatura e umidade, Inverno, Temperatura/℃ | Condições de temperatura e umidade, Inverno, Umidade/% | Condições de temperatura e umidade, observações | Nível de ruído permitido/dB(A) | Observações |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Sala de operação ambulatorial | Ⅱ | 5 | 20 | P | □ | 24~26 | 50 | 22~26 | 50 | a) | 45 | □ Unidades de recirculação equipadas com filtros de alta eficiência e arranjos semelhantes podem ser instaladas | |
| Antecâmara da sala de operação ambulatorial | Ⅲ | 3 | 15 | P | □ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | □ Unidades de recirculação equipadas com filtros de alta eficiência e arranjos semelhantes podem ser instaladas | ||
| Vestiário da sala de operação ambulatorial | Ⅲ | 2 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | □ Unidades de recirculação equipadas com filtros de alta eficiência e arranjos semelhantes podem ser instaladas | ||
| Sala de recuperação da sala de operação ambulatorial | Ⅲ | 3 | 10 | P | □ | 26 | 50 | 26 | 50 | 40 | □ Unidades de recirculação equipadas com filtros de alta eficiência e arranjos semelhantes podem ser instaladas | ||
| Sala de preparo de equipamentos da sala de operação ambulatorial | Ⅲ | 3 | 15 | P | □ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | □ Unidades de recirculação equipadas com filtros de alta eficiência e arranjos semelhantes podem ser instaladas | ||
| Sala de recolhimento de equipamentos da sala de operação ambulatorial | Ⅲ | 2 | 10 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | □ Unidades de recirculação equipadas com filtros de alta eficiência e arranjos semelhantes podem ser instaladas | ||
| Sala de lavagem de equipamentos da sala de operação ambulatorial | Ⅲ | Exaustão total | 10 | N | — | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 | □ Unidades de recirculação equipadas com filtros de alta eficiência e arranjos semelhantes podem ser instaladas | ||
| Sala de descanso da equipe | Ⅵ | 2 | 6 | E | ○ | 26 | 50 | 22 | 50 | 45 |